Por
uma verdadeira campanha salarial!
Unificar a luta entre o magistério de Natal e
demais cidades com os trabalhadores da rede estadual!
Não submeter a categoria ao cálculo do MEC!
Calcular o reajuste salarial conforme as necessidades dos
trabalhadores!
Há
18 anos foi sancionada a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério
(11.738/2008). Ao longo desse tempo, os trabalhadores do magistério acumularam
diversas experiências com a aplicação da lei pelos governos e prefeituras,
inclusive do governo nacional-reformista de Fátima, no RN. Puderam constatar
que a lei não só não estava sendo aplicada como também tem sido usada como
instrumento político a critério do governo de turno. Esse histórico demonstra
que a independência política da categoria é o principal fator para erguer uma
verdadeira campanha salarial dos trabalhadores em educação.
O
anúncio de 5,4%, depois da divulgação inicial de míseros 0,37%, encontra-se
perfeitamente dentro da diretriz do governo de ajuste fiscal (Teto de Gastos,
ou seja, o arcabouço fiscal) e manutenção do pagamento da parasitária dívida
pública. Mas passa longe de atender as necessidades do magistério,
especialmente suas camadas mais pobres.
Para
isso, é necessário que a categoria conduza com autonomia política a discussão
sobre o salário necessário para manter a família trabalhadora, por meio de
assembleias realmente democráticas. Os 18 anos da lei do Piso demonstra o
quanto é importante a categoria retomar as reais campanhas salariais, sem se
submeter aos cálculos pífios do Governo Federal, que tenha como base de
discussão o salário mínimo do Dieese (R$ 7.177,57, em janeiro de 2026).
A
corrente Proletária chama o magistério municipal de Natal a exigir da direção
do Sinte que se convoque assembleias unitárias entre os trabalhadores do estado
e municípios, para tirar uma luta unitária pelo salário mínimo vital e por
todos os direitos dos professores, funcionários de escola, terceirizados e
estudantes.
Por
isso, é importante rejeitar a política corporativista da direção do sindicato,
por ser contrária à construção da unidade. É preciso ver o magistério do RN
como uma única categoria. É sintomático, no entanto, que esta assembleia esteja
ocorrendo em separado do magistério estadual e demais prefeituras. A defesa das
condições elementares de vida não pode ser realizada com tal política.
Há
diversos ataques à educação pública, como privatização, arrocho salarial,
condições de trabalho, terceirização, estrutura física das unidades escolares,
entre outros. A demissão em massa de cerca de 1500 temporários pelo governo
estadual, depois de não ter pagado direitos básicos, como 13º e terço de
férias, a uma grande parcela dos professores, deve ser respondida
imediatamente, com solidariedade ativa.
Pela
unidade dos trabalhadores em educação!
Por uma verdadeira campanha
salarial! Não se sujeitar aos cálculos do MEC!
Organizar
a luta pelo salário mínimo vital!
Solidariedade ativa aos professores
temporários demitidos pelo governo Fátima

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