27/12/2025

Combater a implementação do ponto eletrônico em SGA



Há muito tempo que os servidores de SGA sobrevivem com um salário de fome, péssimas condições de trabalho e o congelamento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, entre outras reivindicações. Muitos servidores, para sobreviver, precisam buscar outro vínculo ou bico para completar a renda familiar. Como se não bastasse todos esses problemas, o prefeito Jaime Calado (PSD) impôs o odioso ponto eletrônico sobre o funcionalismo público municipal, inclusive a educação.

Com mais esse ataque, a exigência de 8 horas por dia é um peso na vida dos servidores que cumpriam a jornada de 6 horas – passando por cima do estatuto do servidor, que flexibiliza a jornada de trabalho. Com o ponto, irão trabalhar mais e ganhar menos. No sistema capitalista, nenhum direito dos trabalhadores é permanente. Sempre que as crises batem à porta, a burguesia, por meio de seu Estado, corre para atacar as condições de vida dos trabalhadores oprimidos, entre eles os servidores públicos. A eterna política de austeridade dos governantes burgueses passa por cima de qualquer direito se o trabalhador não se organizar coletivamente em prol das suas reivindicações.

Para os professores de SGA, a jornada de trabalho totaliza 30 horas por semana, das quais 20 horas são destinadas ao trabalho em sala de aula, e 10 horas para o planejamento. Porém, na prática, são obrigados a ministrar 24 aulas por semana, devido ao entendimento da prefeitura de substituir a hora-aula pela hora-relógio (60 minutos). Com o ponto eletrônico há o agravante de a categoria trabalhar horas a mais, para além das 24h.

Essa artimanha acaba dificultando o direito ao planejamento do professor. Trata-se de um grande ataque tanto do atual governo (Jaime Calado/PSD) quanto do governo anterior (Paulo Emídio/ PT), ao considerar a hora-aula como hora-relógio, com ajuda do Ministério Público e da interpretação da justiça burguesa. Na prática, essas medidas inviabilizam a plena aplicação do direito ao planejamento dos docentes.

Para agravar ainda mais a situação, depois da implementação do ponto eletrônico, a Secretaria de Educação publicou uma portaria estabelecendo que das 10 horas para atividade de planejamento, exige que metade (5 horas) seja registrada no ponto eletrônico, com o professor na escola. A categoria está sentindo na pele os efeitos do ponto eletrônico, que passa por cima de qualquer especificidade no trabalho educacional e dos direitos trabalhistas dos servidores.

Diante disso, é importante que seja destinado um dia na semana dedicado ao planejamento, nada de trabalhar 1h a mais todos os dias! O ponto eletrônico veio para piorar a vida de todos os servidores de SGA, prejudicando as suas condições de vida e trabalho. A prefeitura e a justiça não estão interessados na educação pública e no planejamento dos professores, mas em manter o controle sobre a carga horária dos trabalhadores.

É importante que a direção do Sinte convoque uma assembleia presencial para se discutir a jornada de trabalho e se tirar encaminhamentos que unifiquem todos os servidores em torno da luta para derrubar o ponto eletrônico, além de outras pautas como campanha salarial para 2026, discutir o direito do planejamento do professor, e as horas de trabalho dos funcionários.

Derrubar o ponto eletrônico!

Piso salarial para todos os trabalhadores em educação que não seja menor que o salário do DIEESE!

Respeito ao terço da hora-atividade dos professores!

Que o planejamento seja de livre escolha dos professores

Nota de solidariedade à luta de Nando

A Corrente Proletária na Educação presta solidariedade a Fernando Antonio Soares dos Santos (Nando Poeta), servidor da SEEC/RN, que vem sofr...