26/03/2026

SGA: início de ano marcado por ataques do prefeito Jaime Calado (PSD)

Início de ano marcado por ataques do prefeito Jaime Calado (PSD) 

É preciso responder com luta!

Mal começou o ano letivo em SGA e os trabalhadores em educação já estão sobre os ataques do prefeito Jaime Calado (PSD). Os trabalhadores foram convocados pelas gestões de escola para bater o ponto eletrônico, mesmo sem o trabalho com os estudantes. Além disso, houve o aumento da carga horária dos funcionários para as 8h, tendo o trabalhador que ficar na escola o dia todo, recebendo o mesmo salário miserável.

No mês de janeiro, uma parcela de trabalhadores em educação teve seu salário descontado, mesmo o ponto eletrônico estando quebrado e justificado com o livro de ponto. O desconto de uma professora readaptada chegou a ser mais de mil reais, deixando a professora sem conseguir pagar suas contas. Em fevereiro, o quadro de desconto salarial continuou, mesmo os servidores batendo o ponto eletrônico facial, com desconto de 1.800 reais. O ponto não registra a jornada dos trabalhadores corretamente, pois é incompatível com o trabalho no âmbito escolar.

Na verdade, o ponto eletrônico veio para diminuir mais ainda o mísero salário dos servidores públicos de SGA, e precarizar as relações de trabalho no interior da escola, de modo que há uma necessidade de um movimento municipal dos servidores para derrubar o maldito ponto eletrônico.

Há perseguição também contra os trabalhadores da limpeza TECNAL, em parceria com o governo Jaime. Aproveitam-se da instabilidade do serviço precarizado da terceirização da limpeza para demitir injustamente 30 agentes de limpeza, deixando 30 famílias na barbárie social, além dos atrasos de salários pela empresa que constrói o hospital público do município. Estes trabalhadores estão sendo obrigados a trabalhar, mesmo com salários atrasados.

Além de tudo isso, o prefeito anunciou, em seu discurso na câmara municipal, que irá repassar a miséria salarial de 5,4% do piso nacional, mas somente para os professores que ganham até 7.967,00. Deixando uma parcela da categoria sem atualização do piso salarial do magistério. Fez pagamento, em folha suplementar, dos retroativos de janeiro e fevereiro, porém deixando os temporários de fora. Em relação ao odioso sábado letivo, é importante que a categoria não se submeta a mais esse ataque, nem mesmo se for realizado a distância (EaD).

A política do governo Jaime se repete, que é a de sangrar os servidores públicos com redução salarial, divisionismo, perseguição e demissão. Por isso, exige toda a unidade entre os trabalhadores em educação e de todos os servidores públicos de SGA.

É urgente a construção da resistência coletiva com os métodos da classe operária, em unidade do SINTE/Núcleo SGA com os demais sindicatos, formando uma frente única de luta para derrotar o autoritarismo do prefeito.

 

Abaixo o ponto eletrônico!

Repasse imediato do piso do magistério para todos!

Lutar pelo salário mínimo vital calculado em assembleia!

Pelo terço da hora/atividade!

Abaixo as perseguições aos servidores públicos!

Reintegração dos trabalhadores da limpeza que foram injustamente demitidos!

Pagamento dos salários atrasados, efetivação dos terceirizados! Fim das terceirizações!

25/03/2026

Rede estadual: mais uma vez a campanha salarial própria é marginalizada

Mais uma vez a campanha salarial própria é marginalizada

Uma verdadeira campanha salarial indica que primeiro a categoria se reúne em assembleia para então definir qual a pauta para negociação. Não é isso que vem acontecendo. A direção do Sinte/RN chamou a primeira assembleia às portas do mês de março. Tudo indica que aguardou os cálculos do MEC e do governo federal para, então, submeter a luta ao simples reajuste do Piso salarial. O governo Fátima, por sua vez, ignora a data-base quando impõe um calote de dois meses para todos os professores, com a exceção de uma pequena parcela do magistério.

Até mesmo um direito legal como o Piso é ignorado pelo governo a ponto negar o reajuste mensal desde janeiro, que está bem abaixo do Salário Vital, calculado pelo DIEESE em R$ 7.106,15 (referente a janeiro de 2026), necessário para uma família se manter.

Devemos lembrar que o Piso é apenas um aspecto da campanha salarial e esse atraso do governo gera retroativos em relação a data-base legal. Assim, a tendência é a direção do sindicato conduzir para a judicialização, como foi feito em 2023-2025, de modo que a campanha salarial própria, para além do Piso, é marginalizada mais uma vez.

·       Por um Piso Vital!

·       Por uma campanha salarial própria!

·       Que o governo pague todos retroativos!

24/03/2026

Caminhos da luta do Magistério de Natal

Caminhos da luta do Magistério de Natal

 

Após anos de ataques dos prefeitos, o magistério de Natal tem se organizado e construído coletivamente a pauta de reivindicações da categoria. A fragmentação em três regimes de trabalho (114, 058 e 241) visa dividir os trabalhadores e ampliar a precarização. Os novos professores convocados, por exemplo, recebem proporcionalmente menos que os demais docentes, além da carga horária de trabalho ser incompatível com o exercício docente, sobretudo para aqueles que têm mais de um vínculo de trabalho, que precisam deslocar-se para outro unidade de ensino.

O prefeito Paulinho Freire (União), seguindo a mesma política de sucateamento da educação pública de seu antecessor, ignora as perdas salariais de 60%. O anúncio do repasse do míseros 5,4% do Piso deste ano ocorre com o parcelamento do retroativo de 2025 e 2026, mas não resolve a defasagem salarial que há anos o magistério municipal convive. A comparação com outras prefeituras e governos indica o quão longe os trabalhadores em educação de Natal estão em termos salariais. É sintomático o elevado número de pedidos de exoneração. Além disso, a categoria tem denunciado a carga horária elevada e o desrespeito do 1/3 da hora-atividade.

A Corrente Proletária entende que é necessário organizar a luta pelo fim da fragmentação dos regimes de trabalho, com unificação em torno da carga horária semanal de 20h para todos; respeito ao 1/3 da hora-atividade, assegurando a livre escolha do planejamento docente. Diante da defasagem salarial, lutar pelo salário mínimo vital.

A luta unitária da categoria requer organização política, com independência de classe, por meio do método da ação direta, e a construção de uma fração classista de trabalhadores, que aponte o caminho necessário para o fortalecimento do magistério como um setor combativo diante dos governantes de turno.

Por isso, é importante manter-se firme no caminho da organização sindical, discutir uma campanha salarial que atenda às necessidades da família trabalhadora, bem como participar da luta ativamente, junto aos demais trabalhadores da educação.

 

·       Fim da fragmentação em três regimes (058, 114 e 241)!

·       Unificar em torno de um piso salarial vital (segundo o Dieese, R$ 7.147,91)!

·       Jornada máxima de 20h, sem redução de salário!

·       Respeito ao direito do 1/3 de hora-atividade!

·       Planejamento em local de livre escolha do docente!

·       Progressões automáticas, a cada 2 anos, a partir do ingresso no cargo!

·       Máximo de 25 alunos por turma; e não mais que 15 alunos na educação infantil!

·       Recomposição imediata das perdas salariais de mais de 60%!

Nota de solidariedade à luta de Nando

A Corrente Proletária na Educação presta solidariedade a Fernando Antonio Soares dos Santos (Nando Poeta), servidor da SEEC/RN, que vem sofr...