Mal
começou o ano letivo em SGA e os trabalhadores em educação já estão sobre os
ataques do prefeito Jaime Calado (PSD). Os trabalhadores foram convocados pelas
gestões de escola para bater o ponto eletrônico, mesmo sem o trabalho com os
estudantes. Além disso, houve o aumento da carga horária dos funcionários para
as 8h, tendo o trabalhador que ficar na escola o dia todo, recebendo o mesmo
salário miserável.
No
mês de janeiro, uma parcela de trabalhadores em educação teve seu salário
descontado, mesmo o ponto eletrônico estando quebrado e justificado com o livro
de ponto. O desconto de uma professora readaptada chegou a ser mais de mil
reais, deixando a professora sem conseguir pagar suas contas. Em fevereiro, o
quadro de desconto salarial continuou, mesmo os servidores batendo o ponto
eletrônico facial, com desconto de 1.800 reais. O ponto não registra a jornada
dos trabalhadores corretamente, pois é incompatível com o trabalho no âmbito
escolar.
Na
verdade, o ponto eletrônico veio para diminuir mais ainda o mísero salário dos
servidores públicos de SGA, e precarizar as relações de trabalho no interior da
escola, de modo que há uma necessidade de um movimento municipal dos servidores
para derrubar o maldito ponto eletrônico.
Há
perseguição também contra os trabalhadores da limpeza TECNAL, em parceria com o
governo Jaime. Aproveitam-se da instabilidade do serviço precarizado da
terceirização da limpeza para demitir injustamente 30 agentes de limpeza, deixando
30 famílias na barbárie social, além dos atrasos de salários pela empresa que
constrói o hospital público do município. Estes trabalhadores estão sendo
obrigados a trabalhar, mesmo com salários atrasados.
Além
de tudo isso, o prefeito anunciou, em seu discurso na câmara municipal, que irá
repassar a miséria salarial de 5,4% do piso nacional, mas somente para os
professores que ganham até 7.967,00. Deixando uma parcela da categoria sem
atualização do piso salarial do magistério. Fez pagamento, em folha
suplementar, dos retroativos de janeiro e fevereiro, porém deixando os
temporários de fora. Em relação ao odioso sábado letivo, é importante que a
categoria não se submeta a mais esse ataque, nem mesmo se for realizado a
distância (EaD).
A
política do governo Jaime se repete, que é a de sangrar os servidores públicos
com redução salarial, divisionismo, perseguição e demissão. Por isso, exige
toda a unidade entre os trabalhadores em educação e de todos os servidores
públicos de SGA.
É
urgente a construção da resistência coletiva com os métodos da classe operária,
em unidade do SINTE/Núcleo SGA com os demais sindicatos, formando uma frente
única de luta para derrotar o autoritarismo do prefeito.
Abaixo
o ponto eletrônico!
Repasse
imediato do piso do magistério para todos!
Lutar
pelo salário mínimo vital calculado em assembleia!
Pelo
terço da hora/atividade!
Abaixo
as perseguições aos servidores públicos!
Reintegração
dos trabalhadores da limpeza que foram injustamente demitidos!
Pagamento
dos salários atrasados, efetivação dos terceirizados! Fim das terceirizações!

Nenhum comentário:
Postar um comentário