22/07/2026

Toda força à construção da greve do magistério de Natal

Toda força à construção da greve do magistério de Natal

A mesa de negociação entre o sindicato e a prefeitura se esgotou. Sequer houve remarcação para uma próxima reunião. Isso mostra que a verdadeira pressão na negociação com os governos e patrões ocorre quando os trabalhadores estão em luta, e a greve é a maior expressão da luta coletiva da categoria.

Os efeitos da privatização da cozinha das escolas já estão sendo sentidos pelos trabalhadores, com restrições de acesso ao lanche de professores e funcionários, o que abre precedentes para que haja cobrança de taxas. O constrangimento de crianças ao impor a leitura biométrica, para racionar o máximo possível a comida, contrasta com o uso do dinheiro público para contratar as empresas responsáveis pela invasão à intimidade e à imagem dos alunos, em vez de garantir que haja mais comida para os estudantes.

Trata-se de um nível mais avançado de privatismo e seus efeitos no interior das escolas e nos estudantes. A escola pública não pode ser lugar de interesses privados, por serem contrários ao interesse público. Por isso, é importante que o magistério lute contra a privatização da escola, em defesa da escola pública.

As condições de trabalho, a defasagem salarial (em mais de 60%), a carga horária abusiva, a ausência de planejamento adequado, toda essa opressão é agravada pela privatização. A coexistência de três regimes de trabalho diferentes, fragmentando a categoria, aprofunda os ataques da prefeitura. Contra tudo isso, é importante organizar a luta em torno às reivindicações vitais do magistério:

·     Abaixo a privatização da escola pública! Fora as empresas privadas da cozinha!

·     Redução da jornada, sem redução salarial (garantia do dia de planejamento);

·     Recomposição imediata das perdas salariais de mais de 60% (equiparando os salários entre os professores);

·     Nada de nível N0 para os novos professores! Iniciar a carreira partir do N1-A em diante;

·     Progressões automáticas, a cada 2 anos, a partir do ingresso no cargo!

·     Redução de alunos por turma. Máximo de 25 alunos, e não mais que 15 no ensino infantil.


Toda força à construção da greve do magistério de Natal

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