A mesa de negociação entre o sindicato e a prefeitura
se esgotou. Sequer houve remarcação para uma próxima reunião. Isso mostra que a
verdadeira pressão na negociação com os governos e patrões ocorre quando os
trabalhadores estão em luta, e a greve é a maior expressão da luta coletiva da
categoria.
Os efeitos da privatização da cozinha das escolas já
estão sendo sentidos pelos trabalhadores, com restrições de acesso ao lanche de
professores e funcionários, o que abre precedentes para que haja cobrança de
taxas. O constrangimento de crianças ao impor a leitura biométrica, para
racionar o máximo possível a comida, contrasta com o uso do dinheiro público
para contratar as empresas responsáveis pela invasão à intimidade e à imagem
dos alunos, em vez de garantir que haja mais comida para os estudantes.
Trata-se de um nível mais avançado de privatismo e
seus efeitos no interior das escolas e nos estudantes. A escola pública não
pode ser lugar de interesses privados, por serem contrários ao interesse
público. Por isso, é importante que o magistério lute contra a privatização da
escola, em defesa da escola pública.
As condições de trabalho, a defasagem salarial (em
mais de 60%), a carga horária abusiva, a ausência de planejamento adequado,
toda essa opressão é agravada pela privatização. A coexistência de três regimes
de trabalho diferentes, fragmentando a categoria, aprofunda os ataques da
prefeitura. Contra tudo isso, é importante organizar a luta em torno às
reivindicações vitais do magistério:
·
Abaixo a
privatização da escola pública! Fora as empresas privadas da cozinha!
·
Redução da
jornada, sem redução salarial (garantia do dia de planejamento);
·
Recomposição imediata das perdas salariais de mais de
60% (equiparando os salários entre os professores);
·
Nada de
nível N0 para os novos professores! Iniciar a carreira partir do N1-A em
diante;
·
Progressões
automáticas, a cada 2 anos, a partir do ingresso no cargo!
·
Redução de
alunos por turma. Máximo de 25 alunos, e não mais que 15 no ensino infantil.

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