A eleição para a direção do Sinte-RN teve
como resultado a manutenção da atuação direção do PT. A chapa 1 obteve 8323
votos (80,85%), enquanto a chapa 2, de Oposição Unificada, composta por Muda
Sinte, Corrente Proletária, PSOL e independentes, obteve 1971 votos (19,15%).
Os melhores resultados para a chapa de
Oposição foram em São Gonçalo do Amarante (268 votos – 74,86%) e nas regionais
de Umarizal (270 votos – 85,99%) e Ceará-Mirim (231 votos – 39,02%). São
regionais e núcleo dirigidos pelo Muda Sinte, que compõe a chapa de Oposição
Unificada.
Na regional de Ceará-Mirim, o número de
votos na Chapa 2 teria sido maior, caso a rede municipal de Extremoz,
historicamente de maioria da Oposição, não tivesse sido excluída da base de
filiação do Sinte-RN. Esse fato ocorreu no final de 2024, por meio de um
Congresso “Extraordinário” convocado de última hora pela atual direção do PT,
para cumprir uma decisão ditatorial do Ministério do Trabalho do governo Lula,
de interferência no Estatuto do sindicato.
Em Natal, foram 456 votos na chapa 2 de
Oposição, que corresponde a 24,99% dos votos na capital. Nas visitas às
escolas, foi possível perceber uma insatisfação crescente de parte da categoria
com a atual direção, e uma inclinação espontânea desses trabalhadores à chapa
de Oposição. Junto a isso, um grande abstencionismo nas eleições e muitos
trabalhadores desfiliados, reflexo negativo da frustração com a direção do PT.
Os trabalhadores da rede estadual amargam
sucessivos calotes nos retroativos, que se acumulam desde 2023 sem serem pagos
pelo governo Fátima (PT). Na rede municipal de Natal, os professores enfrentam
ataques sistemáticos por parte da prefeitura de Paulinho Freire (União Brasil),
com fragmentação da categoria em três regimes de contratação, falta de
isonomia, não tem dia de planejamento, jornadas exaustivas e expulsão dos
professores das específicas.
Com a conclusão dessa eleição sindical, a
Corrente Proletária faz um chamado aos membros e apoiadores da Chapa 2 a dar
continuidade à atuação e fortalecimento da Oposição Unificada no Sinte-RN, que
impulsione a luta dos trabalhadores em educação, independente de qual seja o
governo, a partir do chão da escola e dos problemas concretos e mais urgentes
da categoria.
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