24/03/2026

Caminhos da luta do Magistério de Natal

Caminhos da luta do Magistério de Natal

 

Após anos de ataques dos prefeitos, o magistério de Natal tem se organizado e construído coletivamente a pauta de reivindicações da categoria. A fragmentação em três regimes de trabalho (114, 058 e 241) visa dividir os trabalhadores e ampliar a precarização. Os novos professores convocados, por exemplo, recebem proporcionalmente menos que os demais docentes, além da carga horária de trabalho ser incompatível com o exercício docente, sobretudo para aqueles que têm mais de um vínculo de trabalho, que precisam deslocar-se para outro unidade de ensino.

O prefeito Paulinho Freire (União), seguindo a mesma política de sucateamento da educação pública de seu antecessor, ignora as perdas salariais de 60%. O anúncio do repasse do míseros 5,4% do Piso deste ano ocorre com o parcelamento do retroativo de 2025 e 2026, mas não resolve a defasagem salarial que há anos o magistério municipal convive. A comparação com outras prefeituras e governos indica o quão longe os trabalhadores em educação de Natal estão em termos salariais. É sintomático o elevado número de pedidos de exoneração. Além disso, a categoria tem denunciado a carga horária elevada e o desrespeito do 1/3 da hora-atividade.

A Corrente Proletária entende que é necessário organizar a luta pelo fim da fragmentação dos regimes de trabalho, com unificação em torno da carga horária semanal de 20h para todos; respeito ao 1/3 da hora-atividade, assegurando a livre escolha do planejamento docente. Diante da defasagem salarial, lutar pelo salário mínimo vital.

A luta unitária da categoria requer organização política, com independência de classe, por meio do método da ação direta, e a construção de uma fração classista de trabalhadores, que aponte o caminho necessário para o fortalecimento do magistério como um setor combativo diante dos governantes de turno.

Por isso, é importante manter-se firme no caminho da organização sindical, discutir uma campanha salarial que atenda às necessidades da família trabalhadora, bem como participar da luta ativamente, junto aos demais trabalhadores da educação.

 

·       Fim da fragmentação em três regimes (058, 114 e 241)!

·       Unificar em torno de um piso salarial vital (segundo o Dieese, R$ 7.147,91)!

·       Jornada máxima de 20h, sem redução de salário!

·       Respeito ao direito do 1/3 de hora-atividade!

·       Planejamento em local de livre escolha do docente!

·       Progressões automáticas, a cada 2 anos, a partir do ingresso no cargo!

·       Máximo de 25 alunos por turma; e não mais que 15 alunos na educação infantil!

·       Recomposição imediata das perdas salariais de mais de 60%!

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