06/10/2025

SGA - Responder com luta a imposição do ponto eletrônico

O ponto eletrônico está sendo instalado nas escolas como mais uma forma de oprimir os trabalhadores em educação, que já não recebem o valor do Piso Salarial, além de péssimas condições de trabalho. O ponto eletrônico não leva em consideração as particularidades do trabalho dos professores, em que a jornada é de hora/aula não hora/relógio, além das relações que há entre os pais, professores e alunos.

A jornada de trabalho pode ocorrer de uma escola para outra ou, inclusive, em dias diferenciados, dependendo da organização da jornada de trabalho de cada escola. Logo, com o ponto eletrônico, abre precedentes para desconto salarial e perseguição. A instalação deste sistema digital vem no sentido de prender os trabalhadores por local de trabalho e penalizá-los.

Não por acaso, a imposição do ponto eletrônico ocorre em meio a múltiplos ataques da prefeitura contra a categoria. Visa impedir a organização dos professores para se defenderem do não cumprimento dos direitos, como repasse do Piso e de lutar contra o sucateamento das escolas. A compra de aparelhos digitais para o ponto eletrônico, portanto, vai no sentido de impedir a luta dos trabalhadores em educação. O contrato com a empresa Binär Tech, de integração direta com a folha de pagamento, cumpre esse propósito.

Diante de tamanha opressão, é preciso que a direção do SINTE-Núcleo/SGA organize a resistência dos trabalhadores em educação aprovando um plano de luta, não aceitando o cadastramento do ponto eletrônico, nem batendo o ponto eletrônico, sendo contra mais uma atrocidade do prefeito Jaime Calado, que destrói a educação pública.

Abaixo o ponto eletrônico! Salário mínimo vital para todos os trabalhadores!

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