O ponto eletrônico
está sendo instalado nas escolas como mais uma forma de oprimir os
trabalhadores em educação, que já não recebem o valor do Piso Salarial, além de
péssimas condições de trabalho. O ponto eletrônico não leva em consideração as
particularidades do trabalho dos professores, em que a jornada é de hora/aula
não hora/relógio, além das relações que há entre os pais, professores e alunos.
A jornada de
trabalho pode ocorrer de uma escola para outra ou, inclusive, em dias
diferenciados, dependendo da organização da jornada de trabalho de cada escola.
Logo, com o ponto eletrônico, abre precedentes para desconto salarial e
perseguição. A instalação deste sistema digital vem no sentido de prender os
trabalhadores por local de trabalho e penalizá-los.
Não por acaso, a
imposição do ponto eletrônico ocorre em meio a múltiplos ataques da prefeitura
contra a categoria. Visa impedir a organização dos professores para se
defenderem do não cumprimento dos direitos, como repasse do Piso e de lutar
contra o sucateamento das escolas. A compra de aparelhos digitais para o ponto
eletrônico, portanto, vai no sentido de impedir a luta dos trabalhadores em
educação. O contrato com a empresa Binär Tech, de integração direta com a folha
de pagamento, cumpre esse propósito.
Diante de tamanha
opressão, é preciso que a direção do SINTE-Núcleo/SGA organize a resistência
dos trabalhadores em educação aprovando um plano de luta, não aceitando o
cadastramento do ponto eletrônico, nem batendo o ponto eletrônico, sendo contra
mais uma atrocidade do prefeito Jaime Calado, que destrói a educação pública.
Abaixo o ponto
eletrônico! Salário mínimo vital para todos os trabalhadores!

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