14/01/2026

Convocar imediatamente as assembleias de campanha salarial

MEC promete MP com reajuste do Piso de pouco mais que a inflação para 2026

Convocar imediatamente as assembleias de campanha salarial

Não submeter a categoria ao cálculo do Piso pelo MEC!

Calcular o reajuste salarial conforme as necessidades dos trabalhadores! 

O anúncio inicial do reajuste do piso salarial do magistério em míseros 0,37% (conforme a Portaria Interministerial MEC/MF nº 13, de 29 de dezembro de 2025), provocou reações imediatas em todo o país.

A própria burocracia sindical e a CNTE tiveram que se mobilizar e, em alguns casos, anunciar greve para o início do ano letivo. Diante desta repercussão, e tendo em vista o presente ano eleitoral de 2026, o governo Lula, em vídeo divulgado pelo MEC, veio a público anunciar que haverá nova proposta. Segundo, Camilo Santana, o governo diz que vai editar uma medida provisória (MP) até 15 de janeiro com um novo percentual de reajuste que contemple a inflação mais algum ganho real.

O reajuste do piso está determinado pela lei 11.738/08 (lei do piso) e atende ao critério da variação do valor anual por aluno do Fundeb (VAAF), que considera o nível de arrecadação, o crescimento do PIB e a variação de matrículas. A redução do número de matrículas na educação básico ano após ano, tem pressionado para baixo o índice no último período, o que obriga o movimento nacional do magistério a ter que discutir nova fórmula para o cálculo da revisão do piso.

As direções sindicais se sentiram aliviadas com a promessa do governo de uma MP e tendem a se acomodar com a formula de inflação + simbólico ganho real. Tal proposta encontra-se perfeitamente dentro da diretriz do governo de ajuste fiscal (Teto de Gastos, ou seja, o arcabouço fiscal) e manutenção do pagamento da parasitária dívida pública. Mas passa longe de atende as necessidades do magistério, especialmente suas camadas mais pobres.

A tarefa dos trabalhadores em educação e dos ativistas classistas do magistério é denunciar a proposta pífia de reajuste apresentada pelo governo e lutar por um piso salarial que assegure vida digna às famílias dos professores. Para isso, é preciso que a direção do Sinte-RN convoque imediatamente uma assembleia para a categoria decidir coletivamente o percentual de reajuste salarial necessário para a família trabalhadora, com independência de classe e sem se subordinar aos cálculos pífios do Governo Federal.

Nesse sentido, a Corrente Proletária na Educação/POR defende a luta por um piso salarial que corresponda ao salário mínimo do DIEESE no valor de R$ 7.067,00.

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