Governo Fátima (PT/MDB)
abre precedente para tornar frequente o atraso do 13º salário
Desde o anúncio do governo, vários
sindicatos (SINSP/RN, SINDSAÚDE/RN, SINPOL/RN, SINDPEEN/RN, SINAI/RN, SINTE/RN)
buscaram na justiça fazer o governo cumprir a data estabelecida. O Juiz da primeira
instância, então, decidiu que o governo teria que cumprir o pagamento até o
final do mês de dezembro.
No entanto, o governo conseguiu reverter no
Tribunal essa decisão, ao justificar que seria incoerente pagar o décimo terceiro
a uns servidores e outros não. Com isso, o governo estabeleceu que todos os
servidores do Estado, ativos, aposentados e pensionistas receberiam o décimo somente
no dia 9 de janeiro, desrespeitando o prazo legal de pagamento para todos os
servidores do RN.
Como se verificou, a via apostada pela
burocracia sindical foi a judicialização, que fracassou. Os trabalhadores em
educação devem rechaçar esses atrasos, que têm se tornado frequentes, e
organizar a luta com independência de classe, em prol o pagamento imediato do
13º salário aos aposentados, pensionistas e demais trabalhadores que ainda não receberam. A
direção do Sinte/RN deve convocar imediatamente as assembleias para discutir e
organizar a luta, bem como organizar a campanha salarial de 2026 dos
trabalhadores em educação.
Não se pode normalizar, todo fim de ano, o
não pagamento em dezembro do 13º salário, e essa luta depende da construção da unidade
dos servidores públicos no estado para impedir que este e qualquer outro
governo atrase os salários e direitos dos trabalhadores.

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