20/04/2026

Por uma chapa de oposição classista e combativa na eleição do Sinte-RN


Eleição Sinte-RN

Por uma chapa de oposição classista e combativa

Diante de ataques múltiplos aos direitos dos trabalhadores em educação, inclusive por meio de segmentos da legalidade burguesa, como o Ministério Público e Tribunal de Justiça, é dada a necessidade de uma oposição com independência política aos governos.

Predomina a política de arrocho salarial submetida pelo arcabouço fiscal implementado pelo governo Lula/Alckmin. O governo Fátima Bezerra, em aliança com as oligarquias regionais, chegou a negar inicialmente a aplicação da lei do Piso no ano de 2025 na carreira, o que levou a categoria a entrar mais uma vez em greve. A participação dos temporários nessa greve indicou o caminho da unidade como fundamental para o fortalecimento da luta coletiva.

As diversas greves na rede estadual demonstraram a disposição de luta dos trabalhadores, que fizeram sua experiência de quase oito anos com o reformismo do PT no comando do estado. Perceberam que, apesar das origens no sindicalismo, uma vez no poder, o governo Fátima se aliou às oligarquias para manter a chamada “governabilidade”, materializada na continuidade dos ataques aos servidores, sob a diretriz da austeridade burguesa.

Para se diferenciar da direita e ultradireita, que historicamente atacam abertamente o serviço público, teve de jogar migalhas, enganar os trabalhadores com parcelamentos não cumpridos de retroativos, demissões em massa de professores temporários, não lhes pagando direitos básicos, como 13º e terço de férias, entre outros ataques, como a precarização da merenda e a falta de pagamento do transporte escolar em diversos momentos. A ampliação da terceirização e dos contratos temporários indicou a disposição do governo no curso da precarização do trabalho no setor público.

No entanto, durante esse processo, a direção sindical atuou o máximo possível para blindar o governo, demonstrando a completa ausência de independência política, o que enfraqueceu a tradição de levantar a unidade dos trabalhadores por meio da solidariedade de classe entre professores, funcionários de escola, temporários e terceirizados. Usou a política divisionista e corporativista, fragmentando os trabalhadores, na contramão do sindicalismo classista.

A Corrente Proletária avalia que o método da conciliação de classes da atual direção sindical tem levado o conjunto dos trabalhadores ao derrotismo, seja perante o governo estadual, seja na esfera municipal, a exemplo do município de Natal, onde a defasagem salarial ultrapassa 60%. Mesmo assim, nenhum esforço foi feito para unificar as greves estaduais e municipais, inclusive em períodos em que houve atos concomitantes, porém divididos. Unidade essa fundamental para fortalecer o combate ao ultradireitista Álvaro Dias e seu governo de continuidade, Paulinho Freire.

Em todo esse período, a Corrente Proletária atuou incondicionalmente pelo fortalecimento da luta sindical e pela unidade dos trabalhadores. Neste período de eleição para direção sindical avaliamos como necessária a construção de uma oposição classista, com independência de classe, capaz de organizar a categoria em luta a responder, com ação direta, aos ataques dos governantes burgueses.

Convocamos os professores a utilizarem da eleição sindical para fomentar o debate de superação e combate às contrarreformas, à imposição do Novo Ensino Médio, ao arrocho salarial e à precarização do trabalho. Precisamos de uma direção sindical que dê unidade programática à categoria!

Participe desse processo eleitoral! Venha construir um programa classista e de luta, para fortalecer o Sinte-RN! Compareça às plenárias e atividades da construção de uma oposição unificada!

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