Eleição Sinte-RN
Por uma chapa de oposição classista e combativa
Diante de ataques múltiplos aos direitos dos
trabalhadores em educação, inclusive por meio de segmentos da legalidade
burguesa, como o Ministério Público e Tribunal de Justiça, é dada a necessidade
de uma oposição com independência política aos governos.
Predomina a política de arrocho salarial submetida
pelo arcabouço fiscal implementado pelo governo Lula/Alckmin. O governo Fátima
Bezerra, em aliança com as oligarquias regionais, chegou a negar inicialmente a
aplicação da lei do Piso no ano de 2025 na carreira, o que levou a categoria a
entrar mais uma vez em greve. A participação dos temporários nessa greve
indicou o caminho da unidade como fundamental para o fortalecimento da luta
coletiva.
As diversas greves na rede estadual demonstraram a
disposição de luta dos trabalhadores, que fizeram sua experiência de quase oito
anos com o reformismo do PT no comando do estado. Perceberam que, apesar das
origens no sindicalismo, uma vez no poder, o governo Fátima se aliou às
oligarquias para manter a chamada “governabilidade”, materializada na
continuidade dos ataques aos servidores, sob a diretriz da austeridade burguesa.
Para se diferenciar da direita e ultradireita, que historicamente
atacam abertamente o serviço público, teve de jogar migalhas, enganar os
trabalhadores com parcelamentos não cumpridos de retroativos, demissões em
massa de professores temporários, não lhes pagando direitos básicos, como 13º e
terço de férias, entre outros ataques, como a precarização da merenda e a falta
de pagamento do transporte escolar em diversos momentos. A ampliação da
terceirização e dos contratos temporários indicou a disposição do governo no
curso da precarização do trabalho no setor público.
No entanto, durante esse processo, a direção sindical
atuou o máximo possível para blindar o governo, demonstrando a completa
ausência de independência política, o que enfraqueceu a tradição de levantar a
unidade dos trabalhadores por meio da solidariedade de classe entre
professores, funcionários de escola, temporários e terceirizados. Usou a
política divisionista e corporativista, fragmentando os trabalhadores, na
contramão do sindicalismo classista.
A Corrente Proletária avalia que o método da
conciliação de classes da atual direção sindical tem levado o conjunto dos
trabalhadores ao derrotismo, seja perante o governo estadual, seja na esfera
municipal, a exemplo do município de Natal, onde a defasagem salarial
ultrapassa 60%. Mesmo assim, nenhum esforço foi feito para unificar as greves
estaduais e municipais, inclusive em períodos em que houve atos concomitantes,
porém divididos. Unidade essa fundamental para fortalecer o combate ao
ultradireitista Álvaro Dias e seu governo de continuidade, Paulinho Freire.
Em todo esse período, a Corrente Proletária atuou incondicionalmente
pelo fortalecimento da luta sindical e pela unidade dos trabalhadores. Neste
período de eleição para direção sindical avaliamos como necessária a construção
de uma oposição classista, com independência de classe, capaz de organizar a
categoria em luta a responder, com ação direta, aos ataques dos governantes
burgueses.
Convocamos os professores a utilizarem da eleição
sindical para fomentar o debate de superação e combate às contrarreformas, à
imposição do Novo Ensino Médio, ao arrocho salarial e à precarização do
trabalho. Precisamos de uma direção sindical que dê unidade programática à
categoria!

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