03/08/2025

Derrotar a Reforma Administrativa com a força da mobilização nas ruas!

Embora ainda não exista uma proposta final formalmente apresentada, sabe-se que o objetivo de uma reforma administrativa é uma alteração ampla e profunda das regras do funcionalismo, incluindo a política remuneratória, progressão e promoção funcional, avaliação de desempenho (não só durante o probatório), entre outros aspectos. A orientação geral comum da burguesia é a da quebra de direitos e de implantação do chamado “Estado mínimo”.

A coluna vertebral da reforma, contudo, se encontra na questão da estabilidade dos servidores. À classe dominante é fundamental a chantagem da demissão para o rebaixamento do valor da força de trabalho e a destruição de antigas conquistas. O modelo que tem sido perseguido pelos capitalistas é o das empresas terceirizadas, onde se recebe em média muito menos, os direitos praticamente não existem e a rotatividade da mão de obra é elevada.

Trata-se de um meio para economizar recursos, tendo em vista o objetivo de continuar cumprindo o pagamento da dívida pública. Está aí o ponto nevrálgico da questão. A Reforma Administrativa atende plenamente aos interesses do capital financeiro. Insere-se num quadro mais amplo de flexibilização capitalista do trabalho, de desmonte do Estado, de privatização e de entrega das riquezas nacionais. É por isso que a Reforma Administrativa não pode ser separada do conjunto das contrarreformas, principalmente a Trabalhista, a Previdenciária, da Educação e a Lei da Terceirização. Em última instância, são ações que refletem o programa da burguesia em resposta à crise do capitalismo.

Essa Reforma constitui, assim, um duro ataque aos oprimidos de conjunto, e não somente ao funcionalismo. Os pobres e miseráveis dependem dos serviços públicos. Daí a necessidade de uma resistência unitária dos explorados. O obstáculo, nesse sentido, se encontra na paralisia das direções sindicais, que não têm movido uma palha sequer para derrotar mais esse duro golpe da burguesia sobre a maioria nacional. Era para o movimento contra a Reforma Administrativa estar ocupando as principais avenidas do país, mas não é o que se tem visto. Durante esse percurso de “fatiamento” da reforma nos estados e municípios, as direções sindicais apostaram todas as fichas nos embates parlamentares e no campo jurídico, colocando a mobilização, portanto, no campo do inimigo.

A Corrente Proletária tem atuado nos movimentos apontando a necessidade de erguer a resistência coletiva, massiva e unitária, no campo da independência política, para derrotar a Reforma Administrativa e revogar o conjunto de contrarreformas já aprovadas.

Para isso, é fundamental tomar como ponto de partida as reivindicações elementares das massas, de defesa dos empregos, salários e direitos, em defesa da Saúde e Educação públicas. Coloca-se com urgência a defesa dos serviços públicos e do funcionalismo, especialmente com a defesa da estabilidade a todos os trabalhadores.

A Corrente Proletária tem insistido na bandeira de convocação de um Dia Nacional de Luta, com paralisações e manifestações massivas. Trata-se de unificar os explorados nacionalmente em defesa de suas reivindicações, com o método da ação direta.

 

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