21/09/2026

Posição da Corrente Proletária sobre as eleições da regional do Sinte Ceará-Mirim

Posição da Corrente Proletária sobre as eleições da regional do Sinte Ceará-Mirim

As eleições para a coordenação geral da Regional do Sinte Ceará-Mirim ocorrerão no dia 30 de setembro. Foram inscritas três chapas: a chapa da atual direção, chapa 1 – Bloco Classista (Muda Sinte/PSTU e independentes); chapa 2 – coletivo Nova Primavera (PT); e chapa 3 – Movimento MUDE. A polarização se dá entre as chapas 1 e 2.

A chapa 2 – Nova Primavera (PT) corresponde politicamente ao grupo que atualmente (e há muitos anos) está na direção estadual do Sinte-RN. Caracteriza-se por ser uma direção conciliadora, que submete a luta sindical à estratégia eleitoral do PT de ocupar postos no executivo e legislativo burguês, como se por essa via fosse possível assegurar direitos para os trabalhadores.

Ao final de 2024, essa mesma direção estadual (PT) capitulou diante da decisão de caráter ditatorial feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego (ou seja, pelo Governo Lula), impondo que o Sinte-RN deveria excluir do Estatuto as bases municipais de Extremoz, Caicó, Luís Gomes, Major Sales e Paraná, sob pena de suspensão definitiva da Carta Sindical. A direção estadual do Sinte (PT), ao invés de chamar a categoria para a resistência, decidiu por convocar um “Congresso Extraordinário” às pressas (com apenas dois dias de antecedência), sem transparência sobre o que seria decidido e sem eleição de delegados nas escolas, a fim de capitular à intervenção do Ministério do Trabalho do Governo Lula.

Particularmente, a exclusão da base municipal de Extremoz do Estatuto do Sinte-RN favoreceu ao PT na disputa pela Regional de Ceará-Mirim, uma vez que a rede municipal de Extremoz é uma base numerosa onde o Muda Sinte tem maior influência.

Não bastando essa capitulação à intervenção ditatorial do Ministério do Trabalho, as atuais eleições da regional do Sinte Ceará-Mirim se encontram sob a tutela da Justiça burguesa, fruto da ação judicial movida pela Chapa 2 - Nova Primavera (PT), que discordou da comissão eleitoral e reivindicou ser reconhecida como chapa 1, o que foi rejeitado pela Justiça. Em contrapartida, o juiz determinou que, a partir de agora, todos os atos da comissão eleitoral, assim como o acompanhamento no dia das eleições, estarão sob tutela de um oficial de justiça.

Qualquer corrente que se reivindique da independência sindical diante dos governos e do Estado deve RECHAÇAR essa intervenção da Justiça burguesa. Toda e qualquer divergência no movimento sindical deve ser resolvida entre os próprios trabalhadores. A atitude do coletivo Nova Primavera (PT) de recorrer à Justiça para tutelar um processo eleitoral sindical só serve para enfraquecer a organização independente dos trabalhadores e fortalecer o intervencionismo do aparato do Estado burguês sobre o movimento sindical.

A Corrente Proletária na Educação (CPE/POR) atuou por vários anos na regional de Ceará-Mirim, no campo da Oposição Revolucionária, sempre fortalecendo, pela base, os métodos de luta da categoria e a democracia sindical, frente às tendências burocráticas e às vacilações do centrismo pequeno-burguês da atual direção da regional Ceará-Mirim (Muda Sinte). No entanto, no início de 2020, os até então militantes da Corrente Proletária (CPE/POR) que atuavam na regional Ceará-Mirim romperam com a nossa organização e com a estratégia revolucionária, e hoje são parte da chapa 2 – coletivo Nova Primavera (PT), seguindo a política de conciliação de classes do reformismo.

Em maio/junho deste ano (2026), nas eleições para a direção estadual do Sinte-RN, diante da necessidade de combater a política reformista, eleitoreira e conciliadora da atual direção estadual (PT), a Corrente Proletária compôs uma chapa de Oposição Unificada, junto com o Muda Sinte, PSOL e Independentes. É nesse sentido que, diante das eleições sindicais em Ceará-Mirim, consideramos que um eventual retorno do PT à direção da regional significaria um retrocesso à luta da oposição estadual, uma vez que alinharia mais uma regional à política da direção estadual (PT). Por isso, a Corrente Proletária se posiciona pelo apoio crítico à Chapa 1 - Bloco Classista, Sindical de Luta Independente de Governo (Muda Sinte/PSTU e independentes) para as eleições da regional do Sinte-RN Ceará-Mirim.

A Chapa 1, para combater o sindicalismo colaboracionista, deve se apoiar inteiramente nos métodos da democracia operária e defender o programa de reivindicações que una os trabalhadores em educação no enfrentamento a todas as formas de exploração e opressão capitalistas. Nesse momento de intervenção do Estado nas eleições sindicais, deve ser feita a defesa da total independência dos sindicatos. É com essa linha geral que a Corrente Proletária se coloca pelo apoio crítico à Chapa 1.

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